Somos todos/as Paulo Freire

O mês de outubro é de festa. Dia 12 foi das crianças, 15 dos professores/as, 28 será dos funcionários/as públicos, incluindo os da educação. Entre tantas homenagens relacionadas aos educadores e às educadoras, não poderíamos deixar de lembrar o Mestre Paulo Freire.

Através da Lei Federal 12.612/12, de autoria da então deputada Luiza Erundina, ele foi declarado Patrono da Educação, por votação unânime na Comissão de Educação, Cultura e Esportes do Senado. Recebeu esse título póstumo, que veio a se somar a tantos outros, por ser o brasileiro com grande aceitação internacional, sendo o terceiro pensador mais citado em trabalhos acadêmicos pelo mundo.

No entanto, no cenário obscuro em que vivemos, custa-nos acreditar que, aquele que defendeu a democracia, hoje, está sendo duramente atacado. Ele nos ensinou que “educar é um ato político” e, ao afirmar isso, ele estava defendendo a liberdade de cada um e de cada uma expressar seu ponto de vista.

Querem tirar o patronato de Paulo Freire, como forma de condenar as práticas relacionadas aos seus ensinamentos, silenciando as pessoas com a justificativa de que elas estão doutrinando seus estudantes. Na verdade, é o doutrinamento fascista que está em ascensão. A “Escola sem Partido”, que estão defendendo, nada mais é do que a escola sem liberdade, sem respeito à diversidade. A opressão que está sendo imposta à sociedade é o verdadeiro doutrinamento.

Estamos vivendo no Brasil do retrocesso, que, em nome do crescimento econômico, adota política meritocrática, que valoriza o treinamento, a capacitação técnica, para beneficiar as grandes empresas internacionais. O objetivo maior é a garantia de mão-de-obra barata, sem questionamentos, sem consciência crítica, submissa as leis do mercado capitalista.

Nós, que fazemos a educação em Jaboatão, não estamos fora deste contexto. Precisamos seguir os ensinamentos do Mestre Paulo Freire e tomar posição em defesa do seu legado. Respeito, democracia, oportunidades, compreensão política são nossas bandeiras de luta. Dizer não aos fundamentalistas religiosos, aos machistas, aos misóginos, aos feminicistas e aos lgbtfóbicos é construir um mundo mais justo, oportunizando um futuro digno para nossas crianças.

Paulo Freire está vivo em cada educador e em cada educadora. Ele afirmou que “mudar é difícil, mas é possível”, que “ninguém liberta ninguém. As pessoas se libertam em comunhão”. Esse é o nosso chamado: vamos juntos/as garantir a liberdade de ensinar e de aprender para construir um mundo livre e feliz, para que cada pessoa seja dona de seu destino.

Sonhar ainda é possível. Tornar o sonho uma realidade depende da ação conjunta e solidária. Vamos em frente, com garra, coragem e perseverança, pois… juntos, somos fortes!

 

Sinproja

 

Compartilhe