Sinproja participa do Fórum Social Mundial em Salvador

“Um Outro Mundo é Possível”

 

Dos dias 13 a 17 de março, pela primeira vez em uma capital do nordeste brasileiro, aconteceu a 13ª. edição do Fórum Social Mundial (FSM), em Salvador/BA, reunindo delegações dos cinco continentes, forjadas nas lutas sociais de todo o mundo.

 

O FMS é um encontro anual internacional articulado por movimentos sociais, ONGs e pela comunidade civil para discutir e lutar contra o neoliberalismo, o imperialismo e, sobretudo, contra desigualdades sociais provocadas pela Globalização. Um dos objetivos principais do 1º FSM, em 2001, foi o de estabelecer uma oposição ao Fórum Econômico Mundial, realizado anualmente desde 1974, em Davos (Suíça), e que é sustentado por mais de mil empresas multinacionais, em defesa da melhoria e expansão do neoliberalismo.

 

O FSM deste ano foi um importante instrumento de mobilização e debate em torno das estratégias de resistência aos processos de avanço do neoliberalismo no mundo e do golpe no Brasil. É imperativa a construção de ações contundentes para barrar todo esse flagelo que ataca, principalmente, a classe trabalhadora.

 

A Central Única dos Trabalhadores – CUT esteve presente com uma agenda de atividades bastante movimentada, que abordou os seguintes eixos temáticos: 1) Democracia e Trabalho; 2) O Futuro do Trabalho; 3) Produção de Alimentos/Soberania Alimentar; e 4) Migrações. O setor da educação também participou através da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação-CNTE e de suas afiliadas, bem como de organizações sociais e acadêmicas, do Brasil e do mundo. O SINPROJA, como uma combativa organização social do mundo do trabalho, estava presente.

 

O 13º FSM foi aberto com uma grande marcha dos povos oprimidos do mundo todo. Jovens, indígenas, negros e negras, idosos e idosas, religiosos e religiosas, LGBTs, sindicatos de várias categorias, ONGs, movimentos feministas, coletivos de diretos humanos, grupos de agroecologias, de produção e comércio alternativo, representações de movimentos sociais e de sindicatos de várias partes do planeta, centrais sindicais do Brasil e de outros nações ocuparam as ruas de Salvador, gritando que “um outro mundo é possível”.

 

No campo propriamente da educação, a agenda esteve cheia. Destacamos uma mesa sobre o tema “A educação no mundo globalizado em tempos de retrocesso e privatização”, que reuniu representantes das organizações sindicais da educação da África do Sul, Argentina, Brasil, Espanha e Uruguai, bem como uma Conferência Livre da CONAPE, sob o tema “Participação Social na construção das Políticas Educacionais”.

 

A atividade mais esperada, de muita emoção e renovação de energias, foi realizada no Estádio Pituaçu, sob o tema “Democracias”, que contou com a presença do ex-presidente Lula.

 

No FSM também houve o lançamento do Comitê de Solidariedade Internacional em defesa do Lula e da democracia no Brasil, com a participação da presidenta Dilma.

 

Apesar do imenso público, a grande imprensa, seguindo seu desprezo pelos assuntos do povo organizado e cumprindo seu papel no golpe, decidiu que o povo não tem direito de ficar informado sobre a existência deste momento importante para a luta dos oprimidos e oprimidas de todo o mundo.

 

Embora a grandiosidade social e política deste FSM ultrapasse as fronteiras do Brasil, a mídia golpista decidiu que o evento não é notícia e não mostrou para a população. Assim, por em prática a frase RESISTIR É CRIAR. RESISTIR É TRANSFORMAR é uma necessidade urgente!

 

SINPROJA: 24 ANOS DE LUTA, EM DEFESA DA EDUCAÇÃO JABOATONENSE

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