Será que o Governo quer uma greve?

Em a toda turbulência por que passa a classe trabalhadora, o SINPROJA ainda vivencia a Campanha Salarial Educacional. Como todos os anos, os trabalhadores e as trabalhadoras em educação do município do Jaboatão dos Guararapes têm que pressionar o governo pelo cumprimento de leis que lhes garantem direitos. A luta por formação continuada, condições de trabalho e valorização profissional não precisaria acontecer se a educação fosse a prioridade que é apregoada na época de campanhas eleitorais.

 

Os trabalhadores/as em educação da rede municipal do Jaboatão construíram coletivamente sua pauta de reivindicação referente ao ano em curso, que foi aprovada em assembleia e, há dois meses, entregue ao governo municipal. Até o presente momento, no entanto, mesmo com toda a cobrança do SINPROJA, não houve nenhuma proposta de índice de reajuste salarial ou de avanço referente a qualquer outro item do eixo financeiro.

 

No ano passado, o governo apresentou, como justificativa da demora em negociar, o fato de estar iniciando sua gestão, alegando a necessidade de tempo para conhecer os dados oficiais relativos à administração pública e de necessidade de fazer “uma arrumação” de caráter administrativo/financeiro no município. Essa já não é a realidade do ano de 2018, principalmente, quando é colocada, em mesa de negociação, a Lei de Responsabilidade Fiscal. O verdadeiro compromisso requer soluções rápidas e eficazes para superar esse argumento que é meramente um mecanismo da política neoliberal. Aumentar a arrecadação é o caminho para a solução dos problemas que afligem o município.

 

Aproveitamos para ressaltar o verdadeiro significado da palavra NEGOCIAÇÃO. Entendemos que se trata de um processo em que as partes interessadas direcionam suas posições divergentes em busca de um ponto de consenso. O Conselho de Política de Pessoas (CPP), deve ter essa compreensão, indo para o debate com a representação do SINPROJA, em condições de ouvir e avançar, em vez de levar proposta pronta e impositiva. Haverá uma nova rodada de negociação. É imprescindível que o governo apresente uma proposta de reajuste salarial que atenda aos anseios de uma categoria que tem contribuído para a melhoria dos padrões educacionais apesar da precarização da rede, na qual tem aumentado o número de contratos temporários.

 

O SINPROJA convoca os trabalhadores e as trabalhadoras em educação para empenhar energias para a luta em defesa do nosso Piso Salarial. Não abriremos mão deste direito e exigimos que haja o respeito à carreira, ou seja, o percentual do Piso Salarial deve contemplar a todos/as trabalhadores/as em educação, caso contrário estaremos sendo provocados/as a acirrar os embates, cujas alternativas já são  do conhecimento de todos/ as.

 

Salientamos que a participação na assembleia do dia 26/04, às 8h30, na Escola Antônio Januário, é fundamental para deliberarmos os encaminhamentos da luta. Na correlação de forças, a unidade e a disposição para as atividades de pressão e denúncia fazem a diferença para o alcance das conquistas que desejamos e merecemos. SÓ A LUTA GARANTIRÁ O NOSSO REAJUSTE. JUNTOS/AS SOMOS FORTES!

 

SINPROJA: 25 ANOS DE LUTA, EM DEFESA DA EDUCAÇÃO JABOATONENSE

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