Reforma da Previdência: Ocupar e Resistir

As centrais sindicais reafirmaram nesta sexta-feira (08/12) que haverá Greve Geral no país caso o Governo Federal e o Congresso Nacional insistam em pôr em votação a “reforma” da previdência. Sem definição de quando isso acontecerá, os dirigentes sindicais também optaram por não definir uma data de paralisação. Proposta que chegou a ser discutida na reunião da sexta-feira, durante quase três horas, na sede da CUT, na Região Central de São Paulo. A opção foi pela confirmação de um “estado de greve permanente”.

Participaram da reunião, além da anfitriã CUT e do Dieese, representantes da Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central, CSB, CGTB, CSP-Conlutas e Intersindical. Todos voltarão a se reunir na próxima quinta-feira (14), no mesmo local, para avaliação do quadro.

O calendário aprovado para a “jornada de lutas” nos próximos dias inclui realização de plenárias, assembleias e pressão sobre os deputados federais nas ruas, aeroportos e no próprio Congresso Nacional.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, lembrou que parlamentares favoráveis ao projeto do governo serão apontados como “traidores da classe trabalhadora e enfatizou a campanha unitária das centrais sindicais contra propostas que retiram direitos sociais”.

“Mobilização, resistência e luta serão fundamentais. Bem como ocupar o Congresso Nacional e pressionar as bases dos parlamentares será estratégico nesta etapa”, disse o presidente da CTB, Adilson Araújo.

Integrante da executiva da CSP-Conlutas, Luiz Carlos Prates, o Mancha, disse que não se pode descartar a possibilidade de a votação ocorrer ainda neste ano. “Achamos que o governo vai até as últimas consequências. Todas as iniciativas são importantes para acumular e organizar uma greve geral.”

O Movimento Sindical e Social deverá ir ao ataque, seja na construção da Greve Geral ou pressionando os parlamentares, pois, o Governo Golpista do Temer está usando de todos os meios para “convencer” os parlamentares.

Em reunião, o Golpista do Temer pediu aos empresários para telefonar aos deputados e senadores com o objetivo de ajudar no convencimento pela reforma. Além de devolver os cargos retirados dos que votaram para que fosse acolhida a denúncia contra ele, apresentada pelo Ministério Público.

Outra novidade é o oferecimento de mais verbas para estados e municípios que compõem a base eleitoral de muitos deputados por meio de emendas que ficaram contingenciadas, como a agilização do repasse de R$ 1,9 bilhão aos estados por meio de um fundo de auxílio a exportações.

O governo deu aval para os congressistas aprovarem projetos que provocam impacto de R$ 43,2 bilhões no erário nos próximos 15 anos.

Percebe-se que o governo se instrumentaliza de todo o meio não ético para a aprovação da “reforma” da Previdência, pois, ele possui compromisso com os investidores internacionais, ou o chamado mercado.

Neste sentido, precisamos fazer uma pressão política aos parlamentares, defendemos a proposta apresentada pelo companheiro João Pedro Stédile (MST) de ocupar as assembleias legislativas de todos os estados, além do Congresso Nacional. Reeditando assim, o Acampamento da Democracia, uma experiência de luta vitoriosa!

Vamos nos mobilizar e ficar atentos/as à convocação das centrais sindicais. O SINPROJA como sempre está na Luta e Mobilizado, seja através das aulas públicas nas comunidades e feiras livres, carro de som ou panfletagens.

 

“Se botar pra votar, o Brasil vai parar”.

 

SINPROJA: 24 anos de Luta em Defesa da Educação Jaboatonense.

Filiado a CNTE e CUT.

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