Conversando com a Base #57 | O que está em jogo é a vida das pessoas

“Hoje, passei o dia trabalhando/estudando. De vez em quando, pensava: será que no próximo ano teremos pesquisa, será que teremos investimentos em educação, será que teremos universidade pública? Lembrei-me de cada eleitor que está mudando a minha vida e a vida de tanta gente.

 

À noite, resolvi sair. Tomei banho, abri o guarda-roupa e pensei: será que poderei vestir minha camisa preferida? Será que poderei ficar na rua, à vontade, entre amigos?

 

Lembrei-me de cada eleitor que já mudou a minha vida, que já causa uma sensação de insegurança, seja em relação ao meu trabalho, seja em relação ao meu lazer. Quantas vidas poderão ser alteradas? Por quanto tempo sentirei este gosto amargo só de pensar no futuro?”

 Professor da UFPE

 

“Amigo, neste momento, peço que reflita pela segurança das pessoas por quem você tem apreço, sobretudo, nordestinos, mulheres, gays. Reflita sobre quem tem melhor preparo para tratar de assuntos tão caros ao nosso País, quem prega o amor, a educação, a cultura, a preservação do nosso patrimônio nacional. Mesmo que tenha havido erros no passado, por favor, vote em quem tem condições de corrigir esses erros. Vote na democracia. Vote na esperança. Se nada disso lhe convencer, apelo encarecidamente, que vote na minha sobrevivência.”

Jovem gay.

 

Os depoimentos acima são verdadeiros, os nomes foram preservados. Refletem a angústia, o tormento, o risco que todos estamos vivendo, nestes  tempos de ódio e intolerância.

 

Através do instrumento democrático, que é o voto, estamos arriscando a própria democracia. Alguns se recusam a participar do debate, se fecham à reflexão e não nos dão a oportunidade de mostrar que o momento é de risco de morte para grande parcela da população. A história nos mostra exemplos do que já aconteceu pelo mundo a fora.

 

O movimento sindical, os movimentos sociais, partidos políticos de esquerda e de centro-direita se unem em favor da democracia e contra o fascismo que avança, travestido de justiça e de moralidade, dominando as consciências, como fez Hitler, na Alemanha Nazista e Mussolini, na Itália. Temos tantos filmes que retratam essa fase de terror mundial, mas não temos muito tempo, a decisão será em poucos dias.

 

A internet e o WhatsApp estão repletos de mentiras que decepcionam, mas temos também verdades que podem servir de referência para a avaliação. Algumas perguntas não podem deixar de serem feitas: por que ninguém falou de “kit gay” antes destas eleições? Você conhece alguém que recebeu ou que viu esse kit? Porque o candidato da extrema direita se recusa a participar dos debates? Por que ele e o vice se contradizem nas declarações? Será que violência deve ser combatida com violência? Por que alguém que é cristãodefende a tortura e a morte? O que faz um coração solidário, amoroso, caridoso, fraterno, defender o contrário? O ódio ao PT é maior do que a existência humana?

 

A CUT já lançou um manifesto se contrapondo ao candidato fascista. Em nome da sobrevivência dos nossos direitos e do direito de lutar por outros direitos, defende o voto em Haddad 13 e solicita o empenho de toda militância no sentido de combater o fascismo (consulte o site: www.cut.org.br).

 

O SINPROJA também está nesta luta. Em decisão de assembleia, a categoria aprovou a defesa incondicional da democracia, por isso, solicitamos e recomendamos o voto em Haddad 13, único em condições política e emocional de trazer a paz de volta ao país. A responsabilidade neste momento é de cada cidadão e de cada cidadã. Vamos à luta em defesa da democracia, da soberania nacional e da vida de brasileiros e de brasileiras.

 

SINPROJA: 25 ANOS DE LUTA, EM DEFESA DA EDUCAÇÃO JABOATONENSE

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