Machismo não é brincadeira!

O Brasil é conhecido como o “país do futebol”, no entanto, é tão grave a crise de valores que se apresenta na atual conjuntura que, o evento que nos faria torcer e vibrar, revelando o orgulho de ser brasileiro/a, está trazendo à tona problemas sociais, como discriminação e preconceito, que vinham sendo combatidos, inclusive nas escolas, e que o golpe fez retroceder.

 

Nesse contexto, o assunto que ocupou espaço nos jornais e mídias sociais, foi o vídeo do grupo de brasileiros (alguns deles pernambucanos) assediando uma mulher russa, no começo desta Copa. Homens, cujo poder aquisitivo permitiu acompanhar, in loco, o mundial de futebol, levam ao mundo, de forma vergonhosa, a falta de respeito que é praticada no cotidiano.

 

O que chamaram de “brincadeira” não teve graça nenhuma aos olhos das pessoas que aguardavam o show de bola brasileiro. A aversão e o ódio às mulheres tornam-se evidentes, em atitudes machistas, misóginas, que se revelam em paralelo à discriminação, ao preconceito, ao patriarcado, ao assédio moral e sexual, que marcam as vítimas pelo resto de suas vidas.

 

O vídeo viralizou e, felizmente, a repercussão trouxe um alento, pois mostrou a indignação e revolta do movimento feminista, que não está sozinho nesse repúdio. Milhares de brasileiras se reconheceram nas imagens, sendo atingidas com a grosseria, somando vozes na denúncia e combate a esse tipo de violência. “Mexeu com uma, mexeu com todas!”

 

Entretanto, a educação, veículo de construção social, está sendo impedida de desenvolver valores solidários, de respeito à diversidade, pois algumas casas legislativas aprovam a “Lei da Mordaça”, sob o pretexto de evitar o doutrinamento de jovens. Na verdade, tentam calar a luta contra o machismo, a misoginia, a homofobia, o racismo e outros tantos preconceitos arraigados em nossa sociedade.

 

Os protagonistas do assédio foram identificados. Esperamos que sejam punidos e se retratem. Que o fato sirva de lição e que reforce a importância da sociedade e, em especial, das escolas trabalharem o combate a essas mazelas. Que a educação possa ser o caminho para a construção de uma sociedade justa, igualitária, onde o respeito e a tolerância sejam constantes no caminhar de uma vida digna.

 

Por tudo isso, o SINPROJA reafirma o repúdio a qualquer tipo de violência contra a mulher e o compromisso da luta por uma escola pública, laica, inclusiva, democrática e emancipadora.

 

SINPROJA: 25 ANOS DE LUTA, EM DEFESA DA EDUCAÇÃO JABOATONENSE

 

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