IX Congresso do SINPROJA é um sucesso

Mais de 200 trabalhadores debatem Educação, Sindicalismo e Política durante os três dias do IX Congresso do Sinproja. O evento, realizado no Hotel Golden Beach, em Piedade (JG), tratou dos desafios que a conjuntura apresenta. Nos dois primeiros dias, as palestras e os debates abordaram os caminhos da luta em um cenário difícil de perdas de direitos e ameaça à Democracia.

 

Na abertura, o Coral do SINPROJA emocionou os participantes e fez a plenária lotada cantar junto clássicos do cancioneiro popular nordestino. Após a apresentação cultural, a Conferência Magna ficou sob responsabilidade do professor Flávio Brayner. A palestra tratou do o tema do Congresso: “Educação, Sindicalismo e Política: novos caminhos para a luta”. O pós-doutor em Ciências da Educação pela Universidade de Paris fez um resgate do histórico da luta da Educação e trouxe à tona os limites enfrentados pelos trabalhadores da área.

 

O segundo dia começou com uma análise da Conjuntura Nacional e Internacional. O ex-presidente da CUT Jairo Cabral abordou a trajetória que vem se desenhada no mundo e no cenário brasileiro. A necessidade da união para reverter o quadro de golpe e risco à democracia foi destaque na palestra.

 

Ainda na manhã da quinta-feira, um painel sindical foi apresentado por Messias Melo (ex-Coordenador da Escola Nordeste da CUT e vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados, Informática e Tecnologia da Informação de Pernambuco – SINDPD-PE). O palestrante trouxe à tona a trajetória do movimento sindical no Brasil, apontando para os limites a serem superados para o próximo período. De acordo com ele, o sindicalismo precisa se reinventar, diante do cenário das novas relações de trabalho consolidadas na Reforma Trabalhista, na Lei de terceirizações e na Emenda Constitucional 95 (que congela os investimentos públicos por 20 anos).

 

A tarde da quinta teve início com um Painel Educacional apresentado pela Deputada Teresa Leitão (presidenta da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Pernambuco) e o professor Heleno Araújo (presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE). A dupla traçou um panorama geral dos ataques sofridos pela Educação no Brasil, com destaque para medidas como a Escola Sem Partido. “Apesar do nome, este projeto pretende estabelecer uma escola com um só partido, escola do pensamento único, escola sem crítica, sem debate sobre a realidade”, explicou Tereza Leitão.

 

O último debate do dia foi puxado pela professora Denise Botelho, orientadora do Programa de Pós-Graduação em Educação, Culturas e Identidades da UFRPE/FUNDAJ. A pós-doutora em Educação abordou as questões do racismo, da homofobia, da gordofobia e demais preconceitos dentro da escola. Partindo da sua própria vivência como estudante, professora e pesquiadora, Denise alertou à planária sobre os inúmeros problemas que o bullyng acarreta no desenvolvimento da criança. São atos de violência física ou psicológica praticados pelos colegas e muitas vezes pelos próprios professores, causando dor e angústia nas crianças.

 

Nesta sexta-feira, encerramento do Congresso, é o momento das deliberações. A plenária da manhã trata das teses construídas sobre política nacional e internacional e política sindical. À tarde é a vez das plenárias deliberativas das teses sobre políticas permanentes, política educacional, plano de lutas, alterações do Estatuto do SINPROJA e aprovações de moções.

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