História que se repete… Golpe, Golpe, Golpe!!!!

Há 54 anos a democracia foi destruída com a deposição do presidente João Goulart pelos militares com o apoio do empresariado nacional agrário e industrial, dos Estados Unidos, da cúpula da Igreja Católica, dos políticos conservadores e de direita. Ditaduras foram implantadas, pelos mesmos agentes, em quase toda América Latina. Foram 21 anos de resistência para o Brasil restaurar a democracia e ter o direito de, novamente, escolher, nas urnas, o presidente.

 

Em 2016, não foi um golpe civil-militar, e sim um golpe jurídico-parlamentar com o apoio da mídia (especialmente o sistema globo de comunicação) e assessoria dos EUA, com apoio da cúpula das lideranças das Igrejas Evangélicas Pentecostais que retirou a presidenta eleita, Dilma Rousseff da presidência.

 

O que teve em comum nos dois golpes? O objetivo de impedir o avanço dos direitos sociais e econômicos dos (as) trabalhadores (as) dos setores sociais mais carentes, bem como, acabar com programas de inclusão social nos governos petistas e evitar as reformas de base do João Goulart em 1964.

 

Em nenhum dos dois governos (João Goulart ou Petista) se avançou em reformas socializantes. Apenas houve distribuição de renda e abertura de oportunidades sociais, educacionais e econômicas dentro dos marcos capitalistas. Porém, nem isso as elites econômicas querem que aconteça no Brasil.

 

Este golpe, parlamentar-midiático-jurídico, que retirou Dilma Rousseff da presidência, é mais grave para a classe trabalhadora porque sempre teve como objetivo destruir a CLT, vender nossas riquezas estratégicas (petróleo, água) e tirar da Constituição de 1988 os artigos que preservam alguns direitos sociais e de proteção econômica, que impedem a maximização do lucro pelo capital rentista e produtivo. Por isso, os empresários da cidade e do campo estiveram tão presentes no golpe de 2016, com o seu maior símbolo o pato amarelo da FIESP (Federação das Indústrias de São Paulo).

 

Como a elite econômica não poderia dizer o real motivo da deposição de uma presidenta eleita, tentou manipular a população, através das TVs, rádios, jornais e revistas,  dizendo que a corrupção acabaria no Brasil se o PT fosse retirado do poder. A corrupção continuou e foi ampliada, porque, os verdadeiros corruptos, tomaram posse do governo, efetivando o grande objetivo de acabar com os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Na realidade, o que está acabando são os recursos para a saúde,  a educação, a segurança pública e para assistência social, a partir do congelamento dos gastos com o social por 20 anos. O que está desaparecendo é o dinheiro do pré-sal que iria para educação e saúde,  indo parar no bolso dos capitalistas internacionais.

 

Não há outra opção para enfrentar esta situação que não seja enchermos as ruas, com passeatas, manifestações e greves. Se ficarmos atônitos e acomodados com a conjuntura que o governo golpista de Temer impõe ao povo brasileiro, as garantias econômicas e direitos sociais que ainda restam, serão usurpados. Se, nós trabalhadores e trabalhadoras em educação, não formos solidários e solidárias com os demais trabalhadores e trabalhadoras que estão sendo atingidos e atingidas neste momento, quem será solidário a nós quando o governo e o empresariado resolverem tirar, mais diretamente, nossos direitos?

 

SINPROJA: 25 ANOS DE LUTA EM DEFESA DA E DUCAÇÃO JABOATONENSE

Compartilhe