Guia da EI para reabrir escolas e instituições de ensino

A Organização Mundial da Saúde (OMS) destacou seis condições que devem ser atendidas antes que os governos comecem a suspender as atuais restrições ao movimento social e físico relacionadas à disseminação do COVID-19:

1. A transmissão de doenças está sob controle.
2. Os sistemas de saúde são capazes de “detectar, testar, isolar e tratar todos os casos e rastrear todos os contatos”.
3. Os riscos de hot spot são minimizados em locais vulneráveis, como casas de repouso.
4. Escolas, locais de trabalho e outros locais essenciais estabeleceram medidas preventivas.
5. O risco de importar novos casos “pode ​​ser gerenciado”.
6. As comunidades são totalmente educadas, engajadas e capacitadas para viver sob um novo normal.

Com escolas e instituições de ensino fechadas na maioria dos países, há questões críticas a serem consideradas pelos governos, à medida que os países começam a reabrir gradualmente instituições, escolas e instituições de educação infantil. É imperativo que os governos se comuniquem de forma transparente e contínua sobre os planos de reabertura da educação no local e até que ponto eles são informados pelo conselho de especialistas em saúde. O diálogo social e político contínuo com os educadores e seus sindicatos é a pedra angular de qualquer estratégia educacional bem-sucedida.

1. Participar do diálogo social e político
As autoridades públicas mantêm um diálogo social e político contínuo com educadores e seus sindicatos e organizações representativas para avaliar as necessidades e acordar medidas de saúde e segurança para estudantes e funcionários, bem como a estrutura e os recursos para a transição para o ensino e a aprendizagem no local. Os direitos trabalhistas dos professores e do pessoal de apoio à educação são respeitados e são mantidas condições de trabalho decentes.

2. Garantir a saúde e a segurança das comunidades educacionais
Há concordância e clareza sobre as medidas de higiene necessárias para manter crianças, estudantes e funcionários em segurança e saúde, bem como medidas preventivas para conter a propagação do vírus. Todas as escolas e instituições de ensino estão equipadas para garantir e sustentar práticas aprimoradas de higiene e limpeza e todo o pessoal é informado e treinado para seguir novas diretrizes. Os trabalhadores da educação têm acesso garantido ao equipamento de proteção individual, quando necessário, e fundos e pessoal adicionais são garantidos pelas autoridades públicas para garantir os requisitos de saúde e segurança. Além disso, a situação de estudantes vulneráveis, funcionários e suas famílias é levada em consideração.

3. Faça do patrimônio uma prioridade máxima
A equidade está na frente e no centro de todos os planos de transição, reconhecendo que o impacto da pandemia não é igual e que estudantes e trabalhadores da educação já vulneráveis ​​foram e podem continuar sendo os mais afetados. É criada uma estrutura de apoio para todos os alunos e funcionários vulneráveis, para aqueles que enfrentam maiores dificuldades e para os estudantes que não foram capazes de participar da aprendizagem on-line ou em casa. É desenvolvida uma estratégia para abordar possíveis aumentos nas taxas de abandono escolar, prestando atenção especial a meninas e mulheres e às pessoas em risco de trabalho infantil.

4. Confie no profissionalismo dos educadores
As autoridades educacionais se envolvem com os educadores e seus sindicatos para determinar e avaliar o impacto do fechamento da escola no ensino, na aprendizagem e no bem-estar dos alunos. Qualquer estrutura para a transição para a educação no local baseia-se na confiança no profissionalismo e na prática pedagógica da força de trabalho educacional. A clareza sobre quaisquer requisitos de avaliação é alcançada em diálogo com os educadores e seus sindicatos para garantir um tratamento justo e equitativo a todos os alunos e a autonomia profissional contínua dos educadores.

5. Apoiar o bem-estar físico e emocional e a recuperação
Existem sistemas para apoiar o bem-estar e a saúde mental de crianças, estudantes e funcionários da educação, inclusive por meio de apoio e aconselhamento psicossocial dedicado. Além da pandemia que causa estresse e ansiedade contínuos, muitas crianças, estudantes e funcionários da educação também terão dificuldade em retornar à escola e se adaptar a novas rotinas, além de restrições à interação social. Suporte dedicado está disponível para aqueles que podem ter sofrido luto, abuso, violência ou outro trauma emocional.

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