Falar em política, sim!!! #eleNÃO!

… O político por vocação é um apaixonado pelo grande jardim para todos. Seu amor é tão grande que ele abre mão do pequeno jardim que ele poderia plantar para si mesmo. De que vale um pequeno jardim se à sua volta está o deserto? É preciso que o deserto inteiro se transforme em jardim.

… Um político por vocação é um poeta forte: ele tem o poder de transformar poemas sobre jardins em jardins, de verdade. A vocação política é transformar sonhos em realidade. … Conheci e conheço muitos políticos por vocação. Sua vida foi e continua a ser um motivo de esperança.”

Trecho do livro Sobre política e jardinagem de Rubem Alves

.

Iniciamos este texto com as palavras de Rubem Alves, que, de forma poética, dizem verdades sobre política, enquanto muitos fingem não reconhecê-las. A opressão ofusca essas verdades, tornando os grilhões que nos são impostos no cotidiano, vendas que aumentam a frustração, diante da enxurrada de discriminação e de exclusão.

.

É difícil compreender a lavagem cerebral que a mídia conseguiu fazer na mente de tantos jovens que aprenderam a história de forma deturpada, que pregam o ódio e a intolerância com discurso patriótico. E o fundamentalismo religioso?! Cadê a fraternidade? O amor ao próximo? A caridade? A solidariedade?

.

Mas, o que isso tem a ver com política? TUDO!!!

.

O assunto de hoje não poderia ser outro, afinal, sindicato não existe apenas para as questões corporativas, muito menos para falarmos exclusivamente de salário. Evidente que essas questões são importantes e dedicamos muito tempo e energia, no entanto, Sindicato tem preocupações bem mais amplas. Estatutariamente temos como função informar, debater, questionar, politizar. Nossa luta é por um mundo melhor, mais justo e igualitário. Queremos igualdade de oportunidades. Isso só vai acontecer quando houver a transformação social, quando as leis ditas para todos, de fato, assim o sejam. Quando todos forem iguais perante à lei, resguardado o direito à diversidade. Tudo isso é política!

.

O Brasil está polarizado: O bem contra o mal. Resta saber quem é um e quem é o outro. A história mostra exemplos: O discurso por trás das intensões, a teoria que não condiz com a prática.

.

As mulheres se mobilizaram, por meio das redes sociais, e conseguiram levar milhões de pessoas às ruas para dizer “ELE NÃO”. Na história recente da política brasileira, não há registro de tanta gente defendendo uma mesma bandeira. As diferenças foram relevadas, contra a ameaça maior. O risco de instalação de um governo fascista, que agrega preconceito, racismo, machismo, homofobia, misoginia, ódio de classe, autoritarismo, violência, apologia à tortura, fez o Brasil gritar em alto e bom som: ELE NÃO! Somos resistência. Somos milhões, que não se calam, que lutam

.

A CUT e a CNTE orientaram suas afiliadas a interferirem nestas eleições. O desmonte que vem acontecendo na educação, os direitos trabalhistas que foram confiscados, o risco de outras perdas que ainda estão por vir, são resultantes das ações de políticos profissionais. Aqueles/as que têm a vocação para cultivar o jardim para todos, como falou Rubem Alves, existem, mas foram minoria na hora do voto. Agora é o momento de invertermos a situação. Nossa indignação não pode gerar indiferença, pelo contrário, vamos à procura daqueles/as que defendem verdadeiramente os direitos da classe trabalhadora e que podem revogar as arbitrariedades dos golpistas.

.

Há luz no fim do túnel, basta ficar atento/a. Não podemos esquecer que no dia 07 de outubro estaremos com o poder nas mãos. É preciso votar com compromisso e responsabilidade para que possamos resgatar a democracia que foi tão desejada e que vem sendo usurpada. Não queremos guerrilha, queremos a luta institucional. É o voto que pode nos trazer alento e abrir as oportunidades que precisamos para uma vida melhor, com a possibilidade do Brasil ser feliz de novo

.

Lembram-se: o voto tem consequência e pode NOS LIBERTAR OU NOS OPRIMIR. Eleger o político com vocação é fundamental. Como disse Paulo Freire, “Temos a felicidade como horizonte e a esperança como verbo”.

.

SINPROJA: 25 ANOS DE LUTA, EM DEFESA DA EDUCAÇÃO JABOATONENSE

Compartilhe