Em todo o Brasil, 1° de Maio foi marcado por solidariedade e pelo Fora Bolsonaro

De Norte a Sul, do Nordeste ao Centro-Oeste e passando pelo Sudeste do Brasil, a CUT, demais centrais sindicais e movimentos sociais se uniram neste 1° de Maio, Dia Internacional do Trabalhador e da Trabalhadora, para, além de levar as pautas urgentes da classe trabalhadora às ruas, praticar solidariedade, distribuindo alimentos para famílias que ficaram sem emprego, sem renda e sem políticas públicas de apoio durante a pandemia do novo coronavírus. [Confira no final o que aconteceu em várias cidades do país].

Do outro lado, o governo genocida de Jair Bolsonaro (ex-PSL), que, usando a linguagem popular, “judia” do povo brasileiro limitando ações como o auxílio emergencial aprovado no ano passado pelo Congresso Nacional. O benefício proposto pelas centrais sindicais, movimentos sociais e partidos de oposição levou um mínimo de dignidade a quase 68 milhões de trabalhadores, com uma ajuda de R$ 600, para que se mantivessem durante a pandemia.

Agora, após três meses sem qualquer auxílio, esses trabalhadores autônomos, desempregados e mães chefes de família começaram a receber benefício com valores que vão de R$ 150 a R$ 375, o que não compra nem metade de uma cesta básica. O programa ainda foi reduzido e menos pessoas vão receber. Este ano, somente 45 milhões de brasileiros terão acesso ao auxílio. Bolsonaro diz que não tem recursos, mas gastou mais de 2 milhões durante as férias para viajar par ao litoral de São Paulo e Santa Catarina.

A volta do pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 até o fim da pandemia é uma das pautas deste 1° de Maio

O benefício é fundamental para que trabalhadores e trabalhadoras possam permanecer em casa, respeitando isolamento social e evitando a circulação do novo coronavírus. A pandemia já matou mais de 400 mil brasileiros – muitos deles porque tiveram de se sujeitar ao transporte lotado para trabalhar e enfrentaram falta de condições adequadas para segurança nos locais de trabalho.

De acordo com especialistas, três em cada quatro mortes poderiam ter sido evitadas se o governo Bolsonaro tivesse a responsabilidade de, desde o início da pandemia, traçar uma estratégia eficaz de combate, em especial, na aquisição de vacinas para a imunização da população. Mais de seis meses depois do início da imunização em todo o planeta, o Brasil tem hoje apenas cerca de 15% de sua população vacinada.

Se Bolsonaro não tivesse negligenciado a compra de vacinas, possivelmente estaríamos em um estágio muito mais avançado no Plano Nacional de Imunização.

No entanto, a conduta do capitão, de desdenhar da doença, naturalizar mortes e incentivar o uso de medicamentos sem eficácia comprovada e que, pelo contrário, podem trazer ainda mais problemas de saúde, jogou esses milhares de brasileiros à própria sorte, que em tempos de pandemia, é totalmente desfavorável.

Pequenas e médias empresas, também sem uma política de proteção eficaz pelo governo federal, fecham as portas, amargam a falência, e demitem trabalhadores. Não há um plano de Bolsonaro para proteger e gerar empregos. O Brasil já tem 14,4 milhões de desempregados.

Todos esses motivos colocam a classe trabalhadora em estado permanente de mobilização e luta. Além do ato virtual nacional das CUT e centrais sindicais, transmitido pelas redes sociais, por todo o país, o 1° de Maio contou com atos simbólicos, carreatas e faixaços, denunciando a realidade imposta aos trabalhadores e exigindo #ForaBolsonaro.

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CUT Sergipe

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CUT Goiás/Sintego – Foto: Déborah Queiróz

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CUT Rio de Janeiro – Foto: Camila Araújo

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CUT Pernambuco – Foto: Chico Carlos

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