CONVERSANDO COM A BASE Nº5

JUNTOS, SOMOS FORTES!

O Brasil está passando por momentos sombrios, por causa da mais grave recessão de nossa história: retirada de direitos, desemprego, redução dos projetos sociais, desnacionalização. Os movimentos sociais organizados e os sindicatos sofrem duros ataques: perseguições, repressão. É a crise política agravando a crise econômica e, desta forma, o resultado do golpe recaindo sobre os ombros e os bolsos dos trabalhadores/as.

 

A história é cíclica e as elites não iam ficar quietas diante dos avanços e conquistas que a classe trabalhadora obteve nos últimos anos. Querem reaver seus privilégios e sua hegemonia. Reforma Trabalhista, Lei da Terceirização, Reforma da Previdência. Agora estão falando em Reforma Política, a toque de caixa. A direita golpista não vai dar trégua. Para eles, a manutenção do poder é a motivação e a redução do Estado é o caminho.

 

Nesta conjuntura, há quem diga que os trabalhadores e as trabalhadoras estão apáticos, desiludidos, acomodados. A verdade é que estão na luta pela sobrevivência, mesmo que em choque. Temos a certeza de que o caos vai gerar energia, a indignação vai transformar-se em ação, pois os oprimidos reagem na adversidade. Quem avançou não vai querer recuar. Derrotas ou vitórias são passageiras e, nessa gangorra da vida, é a luta que nos dá a capacidade de resistência para efetivar mudanças e resgatar a democracia que está sendo usurpada.

 

Os sindicatos são instrumentos dessa resistência e, para isso, têm de se renovar, se reinventar, pois é preciso enfrentar os novos e contínuos ataques, que nada mais são do que a implementação de velhas ideias. Diante dos fatos, fica clara a responsabilidade, a longa e dura jornada que temos que enfrentar. Para nos fortalecer, temos que alcançar a unidade, a convergência, o diálogo, a tolerância.

 

Juntos, somos fortes! Mais do que nunca, precisamos colocar em prática esse slogan. As lideranças chamam suas bases e encaminham a luta, mas o protagonismo tem que ser coletivo. É na ação conjunta que vamos vencer, com planejamento, estudo, pesquisa, união e ação.

 

2018 vem aí. Desde já, precisamos exercer o poder cidadão. Prepararmo-nos para o voto que tem consequência. Aqueles que estão no poder e que são corruptos, traidores, precisam ser combatidos nas ruas e nas urnas. Cada um deve mobilizar, debater, esclarecer. Vamos ampliar a bancada dos trabalhadores/as comprometidos com trabalhadores/as. Vamos acompanhar os mandatos, fiscalizando, cobrando, exigindo os compromissos assumidos. Fazer política é um processo contínuo e dinâmico, que tem que ser feito por todos, o tempo todo. Vamos agregar a militância, para que possamos resgatar o Brasil que deu certo.

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