Conversando com a Base #62 / Ninguém solta a mão de ninguém

NINGUÉM SOLTA A MÃO DE NINGUÉM

Dias 27 e 28 de novembro, o SINPROJA participou do Seminário RETROCESSOS E CONSEQUÊNCIAS DA REFORMA DO ENSINO MÉDIO E BNCC PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA NO BRASIL, promovido pela Internacional da Educação-IE, em parceria com a Confederação dos Trabalhadores em Educação-CNTE e a Friedrich Ebert Stiftung Brasil-FES, em São Paulo.

Os debates foram intensos, com representação de entidades de todo o Brasil. O reconhecimento da difícil conjuntura que se apresenta para a educação pública e para os brasileiros/as foi unanimidade entre os/as participantes, mas, houve a concordância também, em relação à disposição para a luta e a resistência por garantia de direitos e pela democracia.
Os/as palestrantes revelaram que as perspectivas de mudanças vão desde a educação infantil, com propostas de redução de recreios e do brincar, com menos tempo para a música e para as artes, chegando a todo o nível básico, por meio da tentativa de aprovação da “Escola sem Partido”, que nada mais é do que a “Lei da Mordaça”, que significa uma escola de pensamento único, sem debate, sem pensamento crítico.

O controle de gestão, a meritocracia (com a adoção de bonificação como forma seletiva de desvalorização profissional) e a eliminação da diversidade de projetos formativos foram citados como propostas maléficas ao ensino público, bem como a disposição para a militarização das escolas que, por meio da desculpa de tolerância zero, deixando de resolver os problemas sociais, expulsa o jovem, levando-o para a criminalidade e às prisões.

As entidades expressaram preocupação em relação às medidas que visam privatizar o ensino e, consequentemente, aumentam a segregação da população de baixa renda.

O que acontece hoje no Brasil é a exigência por resultados sem o oferecimento de melhores condições para a escola pública. Querem mostrar que ela não serve, para justificar sua extinção e ter argumentos para encaminhar recursos públicos para as escolas privadas.

O momento revela instituições democráticas que seguem a lógica do mercado: redução de projetos sociais, reformas que suprimem direitos, congelamento de recursos.

É preciso discutir, nos locais de trabalho, saídas possíveis em defesa da escola pública. O principal instrumento de luta é o Projeto Político Pedagógico-PPP, que deve ser construído coletivamente, com estudantes e famílias como aliados/as.

As nossas bandeiras devem ser em defesa da Reforma Tributária Solidária, da revogação da Emenda Constitucional 95, pelo FUNDEB como uma política de Estado, com ampliação dos percentuais destinados a ele. A hora é de unidade da classe trabalhadora, principalmente, pela sobrevivência da educação pública. Ninguém solta a mão de ninguém.

Juntos/as, somos fortes!
SINPROJA: 25 ANOS DE LUTA, EM DEFESA DA EDUCAÇÃO JABOATONENSE!

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