Companheiros e Companheiras

É preciso fazer um balanço de nossas ações da Campanha Salarial Educacional 2018, ano  de grandes provações para a classe trabalhadora, fruto de um golpe que se desenrola desde 2016 e vem se consolidando nos últimos meses.

 

A educação, por ser uma área estratégica para a transformação social e de libertação, tem sofrido grandes ataques, como o desmonte do Fórum Nacional de Educação e do Conselho Nacional de Educação, entidades que formulam políticas públicas educacionais. O maior de todos os danos foi a aprovação da Emenda Constitucional 95, que congela, por 20 anos, os investimentos para saúde e educação. Neste cenário, a resistência tem acontecido de forma contundente, mas não suficiente para deter o golpe que se avoluma.

 

Em Jaboatão, já sentimos os seus reflexos. Mesmo que, todos os anos, os trabalhadores e as trabalhadoras em educação tenham que pressionar o governo pelo cumprimento de leis que lhes garantem direitos, sabíamos que a Campanha Salarial Educacional 2018 seria mais difícil do que em  anos anteriores, entretanto, o que nos fortaleceu foi a unidade da categoria, que é de luta e afeita a desafios, com disposição para o enfrentamento.

 

Os/as trabalhadores/as da educação  jaboatonense foram fortalecidos/as com a participação dos/as companheiros/as de outros municípios, que adotaram essa cidade como campo de batalha pela sobrevivência, compartilham angústias e tormentos profissionais de suas redes de ensino:  desvalorização, achatamento de salários, perda do poder de compra, jornadas exaustivas.

 

Nesta conjuntura, os embates são inevitáveis. A direção do SINPROJA, de forma consciente e responsável, conduziu a luta, sem pular etapas. Construiu, coletivamente, a pauta de reivindicações, enviou ofícios, participou de reuniões improdutivas mobilizou, convocou a categoria, realizou assembleias, atos públicos, divulgou textos e vídeos, debateu, denunciou a realidade da educação jaboatonense.

 

A resposta veio com a participação massiva nas atividades, recorrendo à greve, inclusive, como extremo instrumento de luta. A base do SINPROJA correspondeu às expectativas da direção sindical, aderindo ao movimento paredista com garra e determinação, não se intimidando com ameaças, nem  com o descaso, intransigência e truculência do governo, que não teve habilidade de cumprir sua parte no processo.

 

Agradecemos e parabenizamos aqueles/as que participaram da luta de forma efetiva e combativa, assumindo o protagonismo na construção histórica com coragem. Os/as trabalhadores/as em educação não se dobraram ao governo municipal, ao contrário, souberam decidir o momento de iniciar a greve e o momento de encerrá-la, de forma consciente. Avançamos de 0%, para 4% de reajuste, que foram “arrancados”, para toda categoria. O recado foi dado: Governo nenhum vai nos calar. O respeito, a unidade e a dignidade são maiores do que qualquer reajuste. O momento agora é de retomarmos a rotina de trabalho, com a certeza de que ainda há muita luta por vir, mas a disposição está renovada.

 

O compromisso com os/as estudantes está de pé. Os dias paralisados serão repostos através de um calendário construído, democraticamente, nas escolas. Não aceitaremos nenhum tipo de punição pela participação no legítimo movimento sindical. Ressaltamos, ainda, que as alternativas de reposição foram dialogadas com o governo e qualquer tipo de repressão deve ser denunciada ao sindicato, para que sejam tomadas as devidas providências.

 

Aposentados/as que não fogem à luta, reforçaram o movimento, junto à professores/as e GOAAM. Viva a classe trabalhadora, que luta e resiste! Caminhando em busca da emancipação, somos cada dia mais fortes! Avante, companheiros/as. “Se muito vale o já feito; mais vale o que será”!

 

SINPROJA: 25 ANOS DE LUTA, EM DEFESA DA EDUCAÇÃO JABOATONENSE

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