Cada um e cada uma, é responsável pela vitória que virá!

Em vários municípios da Região Metropolitana do Recife, os/as trabalhadores/as em educação estão passando por situação semelhante: em vez de valorização, têm o achatamento de seus salários, perdem o poder de compra, aumentando o crescente massacre que há anos enfrentam. Alguns já estão em greve, como Recife e Cabo de Santo Agostinho, outros, em vias de decretação, como Moreno, Olinda, Igarassu. Fatos que apontam que os prefeitos da Associação Municipalista de Pernambuco (AMUPE), estão tomando atitudes sincronizadas, não concedendo reajuste, transformando Piso Salarial em Teto.

 

No caso de Jaboatão dos Guararapes, dia 16/05, em assembleia, os/as trabalhadores/as em educação decidiram decretar greve por tempo indeterminado, devido a intransigência do governo Anderson Ferreira, que não quer negociar nem apresentar uma proposta salarial que venha satisfazer os interesses da categoria. Ao término da assembleia, as pessoas presentes seguiram, em caminhada, até o Núcleo Administrativo do município, a fim de protocolar ofício comunicando a decisão coletiva, cumprindo os trâmites da legislação em vigor.

 

Apesar do grande número de trabalhadores/as que participaram da atividade, a truculência do governo foi explicitada através da postura do Conselho Político de Pessoal (CPP), cujos componentes ordenaram que o documento fosse protocolado na rua, em total desrespeito a uma categoria que, de modo pacífico, sob um sol escaldante, ocupava a área externa da repartição pública, ficando exaltada por seus representantes serem impedidos de adentrar o prédio.

 

Após muitas negociações, uma comissão foi recebida pelo Sr Cláudio Asfora, Chefe de Gabinete do Prefeito, pelo Sr Rodrigo Albuquerque, Gerente de Política de Pessoas e pelo Sr Robson Leite, Assessor de Articulação Política. Na ocasião o SINPROJA argumentou sobre a necessidade de diálogo entre o governo e o sindicato, que é o legítimo representante da categoria, deixando evidente que, se a greve estava para ser deflagrada no dia 21/05, é por responsabilidade do governo Anderson Ferreira que  desrespeita as instâncias trabalhistas e, até mesmo, os Decretos Municipais de n. 24 e 25, os quais estabelecem prazos e pessoas para a negociação salarial.

 

Cumprindo o calendário de mobilização, aprovado na assembleia, nos dias 17 e 18, visitamos os locais de trabalho, inclusive onde ocorriam as formações, conversando com a categoria sobre os motivos da greve, sua importância como instrumento de luta e a responsabilidade do prefeito nessa situação que ora enfrentamos. Ressaltamos que será a participação de todos e todas que possibilitará o êxito desta empreitada. Só a pressão fará o governo sair do imobilismo, que não valoriza a categoria, nem dá a devida  importância à educação jaboatonense. Conversando com os/as gestores/as, destacamos que são  professores/as, não havendo necessidade de oprimir seus colegas e que devem respeitar a liberdade e o direito de cada um e cada uma de aderir ao movimento paredista para que a vitória possa contemplar a todos/as.

 

No sábado, dia 19, carros de som circularam pelas feiras livres de Prazeres, Cavaleiro e Jaboatão Centro, explicando à população, os motivos da greve, para que entendam que nossa luta é justa, que além de reajuste salarial, exigimos educação pública de qualidade para seus filhos e filhas, que se estamos nessa situação é porque o prefeito, além de desrespeitar os/as trabalhadores/as, também desrespeita os/as eleitores/as que acreditaram em suas promessas de campanha.

 

Companheiros e companheiras, hoje é um dia decisivo. Precisamos parar todas as escolas, temos que ter a consciência política de que só a unidade da nossa classe fará o governo apresentar uma proposta decente. Coragem é o nosso combustível frente a intransigência do governo.

 

Convocamos a categoria para, na terça, 22/05, às 9h30, estar presenta em frente a Câmara dos Vereadores, ocasião em que a direção do SINPROJA  irá protocolar junto a presidência daquela Casa, um documento que solicita a intervenção do Poder Legislativo, no sentido de buscar solução para o conflito, pois acreditamos que não é  interesse de quem deseja o melhor para a cidade, que ele perdure. Em seguida, conforme aprovado em assembleia, realizaremos uma Aula Pública, que será lúdica e cujo objetivo é demonstrar a realidade da educação no município.

 

Na quarta, 23/05, à 8h30, na Escola Municipal Vereador Antônio Januário, acontecerá assembleia avaliativa e deliberativa. Esperamos que até lá nossa luta tenha avançado ou, então, seremos obrigados a agir de forma mais contundente. Desejamos que todos os envolvidos consigam sensibilizar o governo de que a negociação e o diálogo são os melhores caminhos para a cidade de Jaboatão. Os estudantes não merecem os prejuízos resultantes da intransigência.

 

Vamos à luta! O SINPROJA acredita e confia na categoria. É melhor enfrentar o medo e lutar por dignidade, do que aceitar a injustiça e a opressão. A reposição das aulas é um compromisso com nosso estudante, mas não deve ser obstáculo à luta. Cada um e cada uma, é responsável pela vitória que virá!

 

SINPROJA: 25 ANOS DE LUTA, EM DEFESA DA EDUCAÇÃO JABOATONENSE

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