Apoio, Solidariedade, Políticas Públicas

Em 08 de junho, na Escola Municipal Gildo Veríssimo, em Cavaleiro/JG, o estudante Robert de Santana Silva passou mal e a Equipe Gestora, Supervisão Pedagógica e demais trabalhadores/as da Escola mobilizaram-se para socorrê-lo. Acionaram o SAMU e, de imediato, comunicaram aos pais. Ao mesmo tempo, buscaram ajuda na Policlínica Municipal/JG, ao lado da escola, no entanto, por ser uma unidade ambulatorial, não havia médicos. A família do estudante chegou antes do SAMU e o conduziu a uma emergência hospitalar, mas infelizmente o jovem veio a óbito.

 

A perda súbita do jovem, tão querido, provocou forte emoção e revolta por parte de familiares e estudantes, que, sem o conhecimento detalhado do ocorrido, atribuíram equivocadamente, a responsabilidade da morte à Equipe Gestora da Escola Municipal Gildo Verissimo, acusando-a de omissão de socorro. Agravando a situação, emissoras de televisão e sites de notícias, sem compromisso com a verdade, utilizaram o fato de forma sensacionalista, não apurando como realmente aconteceu e contribuíram para o linchamento moral dos/as profissionais que trabalham em prol da educação daquela comunidade. O SINPROJA solidariza-se com a família do estudante Robert de Santana Silva e apoia toda a Comunidade Escolar Gildo Veríssimo.

 

Esse caso revela a crise de valores que se instalou no Brasil e traz à tona o grave problema que permeia o cotidiano das escolas, em especial as do Jaboatão dos Guararapes: Violência.

 

Estudiosos alegam que esse problema é reflexo da violência que existe na sociedade, no entanto, essa constatação não é suficiente para tratar esse gravíssimo quadro com indiferença. A comunidade escolar necessita de ajuda, de orientação e de atitudes das autoridades, no sentido de buscar soluções.

 

“A escola, que deveria ser um espaço seguro e acolhedor, é hoje um ambiente tão ou mais violento que as ruas do nosso estado. A violência é hoje uma epidemia na rede pública de ensino. Se não for tratada, poderá comprometer o futuro educacional e profissional de toda uma geração”, explica Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva.

 

“…a escola pública tem a missão de dar a esses jovens educação de qualidade e também de lhes fornecer instrumental para buscar todos os outros direitos, inclusive o direito à cidade e seus espaços, serviços e equipamentos públicos.

 

Essa estratégia é essencial para o desenvolvimento de uma cultura de paz. A escola pública, justamente por seu caráter transformador, deve rejeitar práticas perpetuadoras de exclusão que, frequentemente, se traduzem em criminalização dos nossos jovens mais carentes.” Afirma Macaé Evaristo, educadora, gestora de política educacionais, em artigo na revista Carta Capital, edição de 08/01/2018.

 

O consenso daqueles/as que se preocupam com o problema da violência na escola é a urgente necessidade de políticas públicas para educação e saúde, o que passa pelo investimento em cultura, esporte e lazer. justamente o que o SINPROJA vem há muito tempo denunciando e reivindicando.

 

EXIGIMOS providências urgentes no combate à violência, que não sejam necessárias tragédias para sensibilizar o poder público na tomada de decisões.

 

No caso da Escola Gildo Veríssimo, o SINPROJA reivindica que a Secretaria de Educação do Jaboatão se posicione no sentido de explicar o ocorrido, que disponibilize apoio psicológico para a comunidade e tome providências jurídicas em relação a cobertura jornalística do caso.

 

SINPROJA: 25 ANOS DE LUTA, EM DEFESA DA EDUCAÇÃO JABOATONENSE

 

 

 

Compartilhe