Aplicação do ENEM coloca em risco a vida dos estudantes e profissionais da educação

Sem um efetivo plano de vacinação ou medidas de seguranças eficazes contra a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o governo federal anuncia a programação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), sem se importar com a segurança dos profissionais de educação que aplicarão o exame e dos 5.783.357 estudantes inscritos que farão a prova.

As aplicações das provas impressas do exame estão marcadas para os dias 17 e 24 de janeiro. A diferença é que neste ano também haverá a modalidade digital, que deve ocorrer em 31 de janeiro e 7 de fevereiro. Foram disponibilizadas 101 mil vagas para realização do Enem digital. Os locais das provas vão receber os computadores onde serão aplicados os exames. Serão mais de 5 horas de prova em ambiente fechado, além de aglomeração na entrada e saída dos locais do Enem.

A manutenção do exame em plena pandemia mostra mais uma vez que este desgoverno Bolsonaro continua agindo  com irresponsabilidade, ao não elaborar um plano de vacinação, avalia a secretária da Juventude da CUT Rondônia, Adilina Ferreira dos Santos .

“O MEC ao manter as realizações das provas do Enem coloca em risco não só a vida dos alunos e participantes da provas mas também a de seus familiares. Mesmo com uma taxa de infectados tão elevada, a doença continua se espalhando, e, sem uma vacina, a taxa de qualquer lugar tende a subir. Precisamos de vacina para todos e todas já”, critica a dirigente.

Estudantes voltam a usar a hastag #adiaENEM

Além da possibilidade de novas infecções pelo coronavírus, a doença que já matou mais de 195 mil pessoas no país e infectou mais de 7,6 milhões, afetou diretamente a vida de quem estava se preparando para as provas, seja por abalar emocionalmente o estudante que perdeu algum ente da sua família ou por conta a paralisação das aulas presenciais.

Por isso que em decorrência da aproximação da data da prova e da falta de planejamento do governo federal , a tag do #adiaENEM novamente é levantada em defesa da vida e contra a desigualdade educacional, uma vez que grande parte dos jovens não teve acesso à internet para estudar.

A tag havia sido lançada em maio de 2020 pela União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) juntamente com alunos e parte população, que resultou em uma grande mobilização virtual com debates, lives e twitaços. Depois dos protestos, o Ministério da Educação anunciou no mês de julho o adiamento do Enem.

Para a CUT Rondônia, a realização do Enem com o eminente risco de contaminação em massa é crime contra a saúde pública. Não existe novo normal, apenas o novo e é preciso se preparar para ele.

“Não saímos da pandemia, e enquanto o mundo todo está vacinando a população o Presidente Bolsonaro está de braços cruzados, fazendo o que sempre fez desde o inicio da sua entrada na politica, nada”, conclui a dirigente.

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