A Luta É Uma Só: Por Nós E Por Todas!

Esta semana, estaremos vivenciando mais um Dia Internacional da Mulher, significando mais um dia para se debater os encontros e desencantos relacionados a uma história de luta que vem de longa data, desde que o mundo é mundo.  

 

Nesta caminhada, em relação ao combate a violência, temos alcançado algumas vitórias, como por exemplo: A Lei Maria da Penha, que trata da violência doméstica e familiar; o Feminicídio sendo qualificado como crime de homicídio e incluído no rol dos crimes hediondos; Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, Centros Especializados de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, Casas Abrigos, Defensorias Públicas da Mulher, Promotorias Públicas da Mulher e Juizados Especializados da Violência Doméstica e Familiar.

 

As mulheres também têm aumentado sua participação em espaços de liderança, principalmente, nos sindicatos, onde atuam com igualdade, coragem e segurança, ocupando presidências, secretarias de finanças e também participando das comissões de negociação nas campanhas salariais. Nos Movimentos Populares, participam de grupos jovens e feministas, assumindo o enfrentamento ao machismo e ao racismo.

 

Mulheres negras assumiram o cabelo como identidade e resistência. Jovens adotam os lindos e exuberantes cabelos crespos, cacheados, enrolados, entrançados, como marco de luta contra o racismo, o machismo e pelo bem viver.

 

Em alguns locais de trabalho, antes majoritariamente masculinos, também cresceu a participação feminina, embora elas ainda tenham que lutar por igualdade de salário nestas funções. A participação política é outra batalha. Apesar de ser maioria no eleitorado, ainda necessitam de cotas e de reivindicar a paridade.

 

Ah! São muitas as nossas bandeiras: contra o fundamentalismo, pelo direito à terra, à água, por moradia, pelo direito a creches, por organização política, pelos direitos das mulheres LGBT, contra a cultura do estupro, contra as Reformas da Previdência e Trabalhista…

 

A luta é necessária e requer coragem, pois somos desafiadas e não nos é dado o direito a equívocos. Agora que nos lançamos no enfrentamento das dificuldades, não podemos temer os desafios. A igualdade de gênero é uma questão de projeto de mundo. Temos que quebrar a mentalidade machista que está entranhada na sociedade. É urgente visibilizar as ações feministas e transformar essa realidade para construir um mundo mais justo.

 

A escola reflete a violência, o preconceito, a discriminação, das ruas e da sociedade patriarcal que foi instalada no Brasil desde sua colonização, tendo o homem como protagonista e a mulher como coadjuvante. A educação é a nossa arma de combate. É através dela que podemos desconstruir esses valores nefastos. Resistência é a nossa única alternativa. É o momento de quebrar o silêncio, denunciar, ocupar espaços, ter voz e vez.

 

Por tudo isso, será nas ruas que estaremos no dia 08 de março, em grandes mobilizações, com panfletagens, rodas de conversas, oficinas, caminhadas, com alegria, mas com força e determinação. Os homens que desejarem, serão bem-vindos como aliados. A LUTA É UMA SÓ: POR NÓS E POR TODAS, EM DEFESA DA DEMOCRACIA E POR GARANTIA DE DIREITOS!

 

SINPROJA: 24 ANOS DE LUTA EM DEFESA DA EDUCAÇÃO JABOATONENSE

 

 

 

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