A luta coletiva dá frutos

O SINPROJA, através da Secretaria do GOAAM, divulga a realização da formação continuada destinada aos/as Agentes em Alimentação Escolar Efetivos/as, que acontecerá nesta terça-feira, 17/07, no auditório da Faculdade Maurício de Nassau, de 08 às 12 horas. Esse era o segmento que ainda não havia sido contemplado com a formação em sua área de atuação. Os/as demais componentes deste grupo conquistaram o direito, vivenciando ainda no ano de 2017 e com encontros planejados para ocorrer também durante o ano em curso.

 

A Direção do SINPROJA deseja que os companheiros e as companheiras do GOAAM possam aproveitar esses momentos e, cada vez mais, realizar seu trabalho com eficiência, sempre em busca da melhoria da educação do Jaboatão dos Guararapes.

 

Outra novidade para os/as trabalhadores/as do GOAAM, é que, depois de muitas idas e vindas da direção do SINPROJA à Secretaria de Educação, Jurídico, Gerência de Recursos Humanos-GRH e ao Conselho de Gestão de Pessoas-CGP, as progressões por tempo de serviço, graduação e licença prêmio, começaram a ser publicadas no Diário Oficial do Município. Parabéns aos/às contemplados/as!

 

Em meio a tantos desmandos, ataques à educação e descumprimento de acordos, essas conquistas podem parecer pequenas, mas, as pessoas que estão nas trincheiras sabem que foram frutos da luta coletiva, que continua firme e forte.

 

Enquanto isso, na última semana, o Congresso Nacional tentava aprovar a Lei n. 7.180/2014, chamada de Lei da Mordaça, também conhecida como “Escola sem Partido”, que se pauta em conceitos e critérios políticos, sociais e pedagógicos opostos aos estabelecidos na Constituição Federal e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional- LDB, Lei 9.394/1996, que têm a Gestão Democrática e o Pluralismo de Ideias e Concepções Pedagógicas como pilares da educação formal no Brasil.

 

Os defensores da Lei da Mordaça acusam os/as docentes de cometerem abusos em sua liberdade de ensinar, sugerem deveres a serem aplicados em regime de censura, punição e perseguição no ambiente escolar, coisa que não aconteceu nem mesmo nas Ditaduras Civil e Militar brasileira. Na verdade, tentam estabelecer a escola de partido único, não aceitam que os/as estudantes se tornem críticos e reflexivos.

 

A proposta é de negação de disciplinas com conteúdo de “gênero” ou “orientação sexual”, o que causa interferência direta sobre os livros paradidáticos e didáticos. Estabelecem a fiscalização da prática docente, com canal de denúncia e com a ideia de que os valores de ordem familiar têm precedência sobre a educação escolar nos aspectos relacionados à educação moral, sexual e religiosa. Assim, alimentam as desigualdades, a violência, as culturas de ódio, de estupro, de machismo, o racismo, o sexismo e a lgbtfobia, tanto nas escolas quanto na própria sociedade.

 

Felizmente, os/as trabalhadores/as em educação, liderados/as pela nossa Confederação, a CNTE, com adesão de parlamentares de oposição e estudantes, conseguiram impedir, na comissão especial na Câmara dos Deputados, por meio de protesto, a leitura e votação do parecer do relator Flavinho (PSC-SP) ao Projeto de Lei nº 7.180/2014, o qual foi adiado, sem data definida para votação.

 

O SINPROJA expressa seu repúdio à Lei da Mordaça e reafirma que estará nas trincheiras de luta contra sua aprovação. Orientamos aos/às trabalhadores/as em educação que expliquem a estudantes e familiares os verdadeiros objetivos desta lei. A mobilização tem que continuar, para impedir esse retrocesso. Sigamos firmes na luta!!!

 

SINPROJA: 25 ANOS DE LUTA, EM DEFESA DA EDUCAÇÃO JABOATONENSE

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