O texto abaixo, recheado de perguntas motivadoras de reflexões, é uma contribuição do Professor Isaac Assunção, feita durante sua intervenção no IV Seminário Escola Sem Racismo, promovido pelo SINPROJA, no dia 28/11/2025.
A partir do livro “Por uma Pedagogia da Pergunta” (1985), do Patrono da Educação Pública Brasileira, Paulo Freire, e tendo em mente os desafios da implementação da Educação Antirracista, reflita se você tem circularidade no combate ao racismo.
No início do ano letivo, ao elaborar o Projeto Político Pedagógico da sua escola, como são pensadas as ações estratégias de combate ao racismo?
Qual a inter e transdisciplinaridade dos conhecimentos antirracistas nas diferentes disciplinas do currículo dentro de cada modalidade oferecida em sua escola?
Quais as ações antirracistas socializadas entre a Educação Infantil, Anos Iniciais, Anos Finais e EJA?
O que cada modalidade pode pautar no ano letivo pensando nos antirracismos?
Qual o papel das pessoas étnico-raciais de tons de pele clara no combate ao racismo?
Como se combate racismo com protagonismo negro?
Qual a circularidade Antirracista e decolonial que compartilhamos no enfrentamento ao racismo na escola?
Como construir uma educação estética que reeduca o olhar, o paladar, o sentir, o ouvir e o tato do protagonismo negro?
Quais as ações antirracistas que serão desenvolvidas nos 4 bimestres?
Quantas pessoas negras foram estudadas no ano letivo? Entre elas, quantas eram mulheres negras?
Quantas pessoas negras foram homenageadas durante o ano letivo?
Quais literaturas africanas e afro-brasileiras foram refletidas internamente e socializadas entre as modalidades?
O que os anos finais pode ensinar as crianças sobre protagonismo negro?
O que as crianças podem ensinar aos anos finais sobre educação antirracista?
Quais artistas, atletas, intelectuais, cientistas, políticos, autoridades religiosas são referenciados(as) na escola?
Com base nessas perguntas, qual horizonte antirracista você se encontra?
Sua Escola caminha nesse protagonismo?
Diante dessas reflexões, sugerimos ações efetivas durante todo o ano, para que possamos, de fato, avançar no combate ao racismo, no sentido de deixar de ser apenas a vivência de uma data comemorativa do mês de novembro e tornar-se postura de política afirmativa cotidiana no ambiente escolar.